Singapura, o futuro da F1

Não quero com isto dizer que a pista é perfeita, ou revolucionária. Pelo contrário. Em termos de traçado é fraca (posso estar a falar cedo demais, pois a corrida é só amanhã, mas tenho esse feeling), estreita e não oferece grandes chances de ultrapassagem. Já para não falar da entrada e saída do pitlane, rídiculo! Que projectista com dois dedos de testa desenha faixas de des/aceleração que intersectam a trajectória ideal de corrida? Enfim, espero que não haja ‘molho’ na corrida.

O que quero dizer é que a pista é emocionante: rápida, sem margem para erro, e revolucionária por ser corrida de noite. Dei por mim hoje a ver a qualificação com a mesma emoção com que vejo um GP no Mónaco. E este é para mim o futuro da Fórmula 1. Quando cada vez mais as corridas são aborrecidas, as ultrapassagens escassas e nem com regras reinventadas anualmente — para tentar tornar a grelha de partida mais aleatória (limites de motores, pneus, penalizações, Q1 Q2 Q3, etc) — se consegue ter um GP excitante, dou por mim a fazer a dança da chuva de 15 em 15 dias. Precisamos de mais pistas novas, em sítios diferentes, de preferência no meio da cidade.

Façam um favor a vocês próprios e vão procurar fotos (por exemplo ao F1-live ou ao AutoSport) da qualificação (ou corrida se já tiver sido quando lerem isto). E já agora vejam a animação que fizeram para a RedBull.

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