Da 4ª à 10ª dimensão

No Natal dos meus (salvo erro) 14 anos ofereceram-me 2 livros bastante especiais – tanto que ainda hoje recordo essa prenda como uma das melhores que recebi na vida, batendo walkmans, barcos da playmobil e outros que tais na lista das agradáveis recordações que guardo – não pelo valor mas pelo impacto que tiveram na minha (na altura pequena) cabeça. Desde que li o “The Magic Mirror of M.C. Escher” e montei os “Kaleidocycles” nunca mais vi o mundo com os mesmos olhos. A partir desse dia vivo fascinado com dimensões, padrões, ilusões (perdoem-me a aliteração) e no infermo rapaz que revolucionou as artes ganhei um ídolo. Todo este paleio para vos situar, mas também para prestar a minha singela homenagem a M.C.Escher.

Voltando ao que interessa, as dimensões. Recentemente perdi usei duas horas da minha vida a ver os 10 capítulos da série que Étienne Ghys desenvolveu para nos levar ao seu mundo, um mundo a 4 dimensões. Pensar em 4 dimensões é fácil do ponto de vista cartesiano, sendo perfeitamente indiferente se estamos a lidar com 1 ou N dimensões: precisamos só de mais 1 coordenada para ‘sair do nosso mundo’ tri-dimensional. O problema está em visualizar esta 4ª dimensão, e é precisamente esse o objectivo de Ghys com estes tutoriais. Na minha opinião estão excepcionalmente bem feitos, e só por isso já valem a pena – claro que isto pode ser o meu fascínio com este tipo de coisas a falar, e nesse caso, peço desculpa.

Na mesma onda, dêem também uma olhada à 10ª dimensão. Quero o livro.

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