Li recentemente esta definição de cultura num livro, e não só a achei engraçada como bastante perspicaz:
O saber de cultura geral é composto por conhecimentos pelos quais não podemos perguntar
Li recentemente esta definição de cultura num livro, e não só a achei engraçada como bastante perspicaz:
O saber de cultura geral é composto por conhecimentos pelos quais não podemos perguntar
O conceito de Dinâmica de Jogos (game dynamics), também chamado de Mecânica de Jogos (game mechanics), é o conjunto de regras, estilos e conceitos utilizados na criação de jogos que os tornam divertidos e viciantes. Estas dinâmicas são aplicáveis a todo o tipo de jogos, desde os tradicionais jogos de tabuleiro ou cartas até aos mais recentes jogos de computador, podendo até ser aplicadas a actividades que à primeira vista não parecem jogos, mas na realidade se comportam como tal – aplicações web ou mesmo actividades no mundo físico (offline).
Em meados de 2007, a investigadora e criadora de jogos Amy Jo Kim apresentou numa conferência os resultados da sua análise a redes sociais. Na apresentação intitulada ‘Putting the Fun in Functional‘ (a tradução para português perde o trocadilho e consequentemente algum significado, mas pode ser vista como: Tornando o funcional divertido), a autora tenta perceber quais os conceitos da Dinâmica de Jogos que podem ser utilizados em qualquer plataforma de carácter social, por forma a melhorar a experiência dos utilizadores.
Partindo da noção que a vontade de jogar e de se divertir é intrínseca ao ser humano, sendo mesmo considerada essencial, Amy Jo Kim apresenta 5 componentes essenciais da mecânica de jogos que podem ser aplicadas às redes sociais:
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Sei muito bem que as pessoas saem dos retratos, sei isso desde pequeno, mas tu não, estás proibido de voltar a fazer o que fizeste esta noite, não posso entrar na sala e ver outra vez a tua moldura vazia.


Parece que vou ter de acalmar os ânimos e esperar pacientemente que sejam resolvidos todos os bodes do LHC. Mais detalhes neste artigo da Science News :'(

Tenho usado recentemente a beta do Dropbox, que já deixou de ser private. Apesar de ser pouco mais do que um ftp (ou share de samba, ou qualquer outra coisa que permita partilhar e sincronizar ficheiros) integrado com o browser, aos poucos e poucos passou de útil e começou a tornar-se imprescindível. Principalmente se trabalharem em equipa!
Está muitíssimo bem integrado com vários sistemas operativos (leia-se Windows, MacOSX, Linux/Gnome, etc), o que permite tratar a nossa (e outras) dropboxes como se fossem simples pastas locais, e ficar com um historial de actividade e os próprios ficheiros disponíveis na web. Experimentem, não se vão arrepender! (Eu próprio estava reticente inicialmente)
Como pontos negativos, tenho a apontar três falhas (que espero sinceramente que venham a ser colmatadas): um url (devidamente protegido com uma hash) que permitisse a qualquer pessoa em qualquer browser «depositar» um ficheiro na nossa dropbox, a existência de amigos/contactos que fossem automaticamente autorizados a pastas novas que criassemos, e cada ficheiro possuir um url para download http.
Antes de mais nada, não vale gozar com o logotipo. É só temporário! Mas é qualquer coisa na onda do que queria para o logotipo final: casa, verde, algo ecológico na casa, por aí… Mas claro, como tudo o que é grafismo, provavelmente ainda vai sair uma coisa totalmente diferente.
No que toca ao que realmente importa, está online uma pequena aplicação – chamemos-lhe protótipo v0.1 do Green Houses – que já possibilita a recolha de dados de consumo. O objectivo (como disse anteriormente) foi lançar o mais cedo possível uma plataforma simples que permitisse a aquisição de dados, para assim termos uma ideia relativamente precisa dos valores com que iremos lidar e do hábitos de utilização da plataforma.
Obviamente a aplicação está aberta a todos, e toda a ajuda é bem-vinda! Vão até http://gh.parkanimals.com/ (também temporário) e insiram os vossos dados!

Não quero com isto dizer que a pista é perfeita, ou revolucionária. Pelo contrário. Em termos de traçado é fraca (posso estar a falar cedo demais, pois a corrida é só amanhã, mas tenho esse feeling), estreita e não oferece grandes chances de ultrapassagem. Já para não falar da entrada e saída do pitlane, rídiculo! Que projectista com dois dedos de testa desenha faixas de des/aceleração que intersectam a trajectória ideal de corrida? Enfim, espero que não haja ‘molho’ na corrida.
O que quero dizer é que a pista é emocionante: rápida, sem margem para erro, e revolucionária por ser corrida de noite. Dei por mim hoje a ver a qualificação com a mesma emoção com que vejo um GP no Mónaco. E este é para mim o futuro da Fórmula 1. Quando cada vez mais as corridas são aborrecidas, as ultrapassagens escassas e nem com regras reinventadas anualmente — para tentar tornar a grelha de partida mais aleatória (limites de motores, pneus, penalizações, Q1 Q2 Q3, etc) — se consegue ter um GP excitante, dou por mim a fazer a dança da chuva de 15 em 15 dias. Precisamos de mais pistas novas, em sítios diferentes, de preferência no meio da cidade.
Façam um favor a vocês próprios e vão procurar fotos (por exemplo ao F1-live ou ao AutoSport) da qualificação (ou corrida se já tiver sido quando lerem isto). E já agora vejam a animação que fizeram para a RedBull.

Este post vem extremamente atrasado, mas dada a qualidade do evento deste ano é um crime não lhe fazer referência. Quanto mais não seja para dar um pequeno bump ao PageRank da página oficial do Barcamp PT.
Como já vem a ser hábito nos últimos anos, foi no primeiro fim-de-semana de Setembro e em Coimbra que se realizou o Barcamp. Com o patrocínio da Sapo, WaveWeb e Corefactor e o apoio da Delta, Luso, Departamento de Engenharia Informática e da Webreakstuff, a organização esteve impecável. Começando nos tradicionais almoços, jantares e coffee-breaks a custo zero, passando pelas condições do local e terminando em autocolantes e cadernos do evento (!!), tudo esteve ao nível de uma conferência paga, chegando quase a deixar fugir o feeling de evento had-hoc inerente ao Barcamp.
Mas indo directo ao que realmente interessa, o ambiente foi brutal, com óptimas talks, discussões e debates. Como ponto negativo reitero a crítica do Pedro Custódio do início da sua apresentação, a quantidade significativa de participantes que não apresentou nada (e aqui faço um mea culpa).
De entre as apresentações destaco as três que mais gostei:
Espero com saudade pela edição do próximo ano, para mais um (ou neste caso dois) daqueles dias de faísca, que faz com novas sinapses surjam no nosso cérebro. E antes vem aí o codebits!! :)

Após reunião com a Quercus, toda a esperança que tinha em obter dados estatísticos maravilhosos acerca da utilização de electricidade em Portugal (com detalhes demográficos) – para poder fazer comparações e recomendações plenamente baseadas em algoritmos – se esvaiu. Portanto, como sei que terei poucos (ou nenhuns) dados, convém antes de mais ter noção dos valores com que terei de lidar. Assim, tomou prioridade máxima fazer uma pequena aplicação que permita começar o mais cedo possível a recolher dados, e consequentemente estudar a vontade dos utilizadores em inserir dados e dar uso à aplicação e qual o ritmo mais comum a que serão introduzidos os dados.
Conto colocar ainda esta semana uma versão básica desta aplicação online, e durante esta e a próxima semanas fazer o planeamento detalhado do desenvolvimento.

Como sempre, tenho pouca paciência (e tempo) para escrever, portanto este post vai um bocado em jeito de despejo de apontamentos. A ideia é começar a delinear os requisitos, e triturar um bocado as ideias para tentar perceber o que vai ser ao certo a plataforma.
Como em qualquer mestrado, é de máxima importância perceber onde se situa no contexto (tecnológico e científico) actual o trabalho que pensamos fazer. Será possível inovar nalgum campo? Mesmo não sendo possível inovar, devido à natureza do projecto, o mínimo será garantir que farei o melhor possível em cada área. Num mestrado, é absurdo utilizar ideias ultrapassadas (ou mesmo erradas), e muito menos estar simplesmente a copiar ideias já existentes.
Posto isto, e como a plataforma a construir é (por requisito) uma rede social na web, não estarei certamente a descobrir ou inventar algum conceito; compete-me agora dissecar a plataforma nos seus componentes essenciais e analisar independentemente cada um deles:
1. O que é uma aplicação web? O que é importante para funcionar? O que fazer para funcionar bem? Que características importa absorver de outras aplicações web?
2. O que é uma rede social? Qual o interesse de uma? Como construí-la?
3. O que já existe nesta área? Onde podemos inovar? O que podemos verdadeiramente oferecer de valioso?
4. Será plausível a utilização de sensores para automatizar o processo de recolha de dados?
Terei de encontrar resposta para estas (e muitas outras) questões que irão certamente surgir ao longo do desenrolar do trabalho.
Ainda no campo da inovação, para além da necessidade de investigação de SOTA (State Of The Art) em cada uma das áreas, gostava também de inovar no próprio processo (arriscaria chamar-lhe engenharia) de desenvolvimento. Mas isso fica para outro post.
Após uma reunião com a Quercus e o Professor Francisco Câmara, começaram hoje a ser definidos requisitos mais concretos para a plataforma, e também deadlines para cada etapa do mestrado. Darei detalhes também noutro dia.
20 anos depois de ter começado o seu planeamento e construção, foi hoje terminada aquela que é de longe a mais complexa máquina alguma vez construída pela humanidade. 7000 dos melhores cientistas do mundo, vindos de mais de 80 países uniram esforços para criar este acelerador de partículas, que entre outras coisas poderá responder às perguntas ‘De que é tudo feito?’, ‘De onde viemos?’.
Ao longo dos seus mais de 25km de comprimento (em círculo), 175 metros debaixo do solo, serão disparados protões a velocidades muito próximas das da luz, por forma a colidirem com a maior energia possível. Espera-se que esta colisão possa ‘desfazer’ as partículas nos seus constituintes mais básicos e revelar qual é efectivamente o verdadeiro átomo.
The name atom comes from the Greek ἄτομος/átomos, α-τεμνω, which means uncuttable, something that cannot be divided further.
Dentro de dois dias (10 de Setembro de 2008) será testado pela primeira vez o LHC, e se tudo correr bem, em Outubro deste ano serão levadas a cabo as primeiras experiências. Os rumores de insegurança (e do novo apocalipse) já foram totalmente desacreditados pela comunidade científica, pelo que podemos esperar pelos resultados com tranquilidade e excitação :)
Pessoalmente mal posso esperar para saber se sempre existe o bosão de Higgs, que há 40 anos anda a acertar as contas de todos os físicos de partículas do mundo. E temos ainda o magnífico objectivo de descobrir como realmente funciona a força gravítica – a primeira Força descoberta pelo Homem, e a única que não consegue ainda ser explicada pela física quântica.


Sei que já venho um pouco tarde para falar sobre o browser do Google, mas não quero deixar de dar a minha opinião enquanto o assunto ainda está fresco.
Só agora consegui tirar um tempo (sendo que trabalho em linux) para experimentar a beta do browser em Windows.
A primeira impressão foi bastante boa, desde o aspecto da interface às suas funcionalidades básicas, tudo parece estar bem pensado. Senti o browser rápido, tanto nos page loads como a abrir e fechar tabs, ou utilizar a omnibox (aka barra de endereço e pesquisa).
Tive a sorte (salvo seja) de ter uma tab a atolar completamente o processador ficando na iminência de crashar, o que me permitiu testar a tão falada independência entre tabs por estas serem processos separados (ao invés das habituais threads). Consegui com toda a normalidade mudar para outra tab, continuar a ler uma página, e quando percebi que a tab original continuava moribunda, simplesmente fechei-a. Sublime e ao mesmo tempo singelo, se pensarmos bem nisso.
No geral, e após 1 hora de utilização, fiquei agradavelmente surpreendido (se bem que vindo do Google acaba por não ser surpresa). Fico à espera da release final, para linux, para encostar o meu Firefox.
Para quem ainda não viu, aconselho vivamente a dar uma olhada à BD do Chrome, onde o Google explica (e publicita) as principais features e como essas decisões foram tomadas.
Mais uma vez, desde a BD ao browser, “nice one Google“!
Num pequeno (deveria dizer grande) aparte, só por curiosidade, aqui fica o meu user agent neste momento:
Mozilla/5.0 (Windows; U; Windows NT 5.1; en-US) AppleWebKit/525.13 (KHTML, like Gecko) Chrome/0.2.149.27 Safari/525.13