Dinâmica de Jogos aplicada a Redes Sociais

O conceito de Dinâmica de Jogos (game dynamics), também chamado de Mecânica de Jogos (game mechanics), é o conjunto de regras, estilos e conceitos utilizados na criação de jogos que os tornam divertidos e viciantes. Estas dinâmicas são aplicáveis a todo o tipo de jogos, desde os tradicionais jogos de tabuleiro ou cartas até aos mais recentes jogos de computador,  podendo até ser aplicadas a actividades que à primeira vista não parecem jogos, mas na realidade se comportam como tal – aplicações web ou mesmo actividades no mundo físico (offline).

 Em meados de 2007, a investigadora e criadora de jogos Amy Jo Kim apresentou numa conferência os resultados da sua análise a redes sociais. Na apresentação intitulada ‘Putting the Fun in Functional‘ (a tradução para português perde o trocadilho e consequentemente algum significado, mas pode ser vista como: Tornando o funcional divertido), a autora tenta perceber quais os conceitos da Dinâmica de Jogos que podem ser utilizados em qualquer plataforma de carácter social, por forma a melhorar a experiência dos utilizadores.

Partindo da noção que a vontade de jogar e de se divertir é intrínseca ao ser humano, sendo mesmo considerada essencial, Amy Jo Kim apresenta 5 componentes essenciais da mecânica de jogos que podem ser aplicadas às redes sociais:

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Green Houses, mini-site

Antes de mais nada, não vale gozar com o logotipo. É só temporário! Mas é qualquer coisa na onda do que queria para o logotipo final: casa, verde, algo ecológico na casa, por aí… Mas claro, como tudo o que é grafismo, provavelmente ainda vai sair uma coisa totalmente diferente.

No que toca ao que realmente importa, está online uma pequena aplicação – chamemos-lhe protótipo v0.1 do Green Houses – que já possibilita a recolha de dados de consumo. O objectivo (como disse anteriormente) foi lançar o mais cedo possível uma plataforma simples que permitisse a aquisição de dados, para assim termos uma ideia relativamente precisa dos valores com que iremos lidar e do hábitos de utilização da plataforma.

Obviamente a aplicação está aberta a todos, e toda a ajuda é bem-vinda! Vão até http://gh.parkanimals.com/ (também temporário) e insiram os vossos dados!

Green House, planeamento inicial

Green House

Após reunião com a Quercus, toda a esperança que tinha em obter dados estatísticos maravilhosos acerca da utilização de electricidade em Portugal (com detalhes demográficos) – para poder fazer comparações e recomendações plenamente baseadas em algoritmos – se esvaiu. Portanto, como sei que terei poucos (ou nenhuns) dados, convém antes de mais ter noção dos valores com que terei de lidar. Assim, tomou prioridade máxima fazer uma pequena aplicação que permita começar o mais cedo possível a recolher dados, e consequentemente estudar a vontade dos utilizadores em inserir dados e dar uso à aplicação e qual o ritmo mais comum a que serão introduzidos os dados.

Conto colocar ainda esta semana uma versão básica desta aplicação online, e durante esta e a próxima semanas fazer o planeamento detalhado do desenvolvimento.

Green House, genesis

Como sempre, tenho pouca paciência (e tempo) para escrever, portanto este post vai um bocado em jeito de despejo de apontamentos. A ideia é começar a delinear os requisitos, e triturar um bocado as ideias para tentar perceber o que vai ser ao certo a plataforma.

Como em qualquer mestrado, é de máxima importância perceber onde se situa no contexto (tecnológico e científico) actual o trabalho que pensamos fazer. Será possível inovar nalgum campo? Mesmo não sendo possível inovar, devido à natureza do projecto, o mínimo será garantir que farei o melhor possível em cada área. Num mestrado, é absurdo utilizar ideias ultrapassadas (ou mesmo erradas), e muito menos estar simplesmente a copiar ideias já existentes.

Posto isto, e como a plataforma a construir é (por requisito) uma rede social na web, não estarei certamente a descobrir ou inventar algum conceito; compete-me agora dissecar a plataforma nos seus componentes essenciais e analisar independentemente cada um deles:

  1. Aplicação web
  2. Rede social
  3. Plataforma ecológica
  4. Sensores

1. O que é uma aplicação web? O que é importante para funcionar? O que fazer para funcionar bem? Que características importa absorver de outras aplicações web?
2. O que é uma rede social? Qual o interesse de uma? Como construí-la?
3. O que já existe nesta área? Onde podemos inovar? O que podemos verdadeiramente oferecer de valioso?
4. Será plausível a utilização de sensores para automatizar o processo de recolha de dados?

Terei de encontrar resposta para estas (e muitas outras) questões que irão certamente surgir ao longo do desenrolar do trabalho.

Ainda no campo da inovação, para além da necessidade de investigação de SOTA (State Of The Art) em cada uma das áreas, gostava também de inovar no próprio processo (arriscaria chamar-lhe engenharia) de desenvolvimento. Mas isso fica para outro post.

Após uma reunião com a Quercus e o Professor Francisco Câmara, começaram hoje a ser definidos requisitos mais concretos para a plataforma, e também deadlines para cada etapa do mestrado. Darei detalhes também noutro dia.

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