Posted by: PELF on: Outubro 13, 2009
Apparent risk is avoiding the chance that people will laugh at you and instead backing yourself into the very real possibility that you’re going to become obsolete or irrelevant.
Este excerto é de um post recente do Seth Godin. Costumo gostar bastante das opiniões dele, mas com este artigo concordo plenamente. É pequenino, leiam.
Posted by: PELF on: Outubro 1, 2009
Estão abertas as votações para o projecto 10^100 do Google.
Posted by: PELF on: Outubro 1, 2009
Much more important than working hard is knowing how to find the right thing to work on. Paying attention to what is going on in the world. Seeing patterns. Seeing things as they are rather than how you want them to be. Being able to read what people want. Putting yourself in the right place where information is flowing freely and interesting new juxtapositions can be seen. But you can save yourself a lot of time by working on the right thing. Working hard, even, if that’s what you like to do.
– Working hard is overrated, Caterina Fake
Posted by: PELF on: Setembro 1, 2009
Ignorando, e corrigindo, o primeiro parágrafo – já não podemos exigir muito da cabeça de VPV, quanto mais que faça contas, coitado – aqui fica a sua síntese sobre a II guerra mundial. Quanto aos dados históricos, é possível que tenham também eles erros, mas desses percebo pouco portanto assim ficam.
Faz 30 anos 70 anos terça-feira próxima [hoje] que a II Guerra começou, quando Hitler invadiu a Polónia. Isto foi possível, em primeiro lugar, porque entre 1918 e 1939 as duas grandes potências mundiais não estiveram presentes na política europeia: a América passava por um período de estrito isolacionismo (que uma lei de neutralidade confirmava) e a URSS, temida e subestimada, fora posta de quarentena pelo horror do Ocidente à revolução. A Alemanha ficava assim sozinha e, na prática, parecia irresistível. A França era um país semi-industrializado e pacifista; a Inglaterra não queria arriscar um Império já periclitante com uma nova intervenção no continente. Hitler julgou que tinha o caminho livre e que o “apaziguamento” (ou seja, o sucesso da chantagem dele) demonstrava a definitiva fraqueza das democracias.
Na essência, o nazismo nunca passou da mobilização da Alemanha para uma guerra rácica (e de extermínio) a leste, que Hitler já anunciara no Mein Kampf. Em princípio, ocupação da Noruega, da Dinamarca, da Holanda, da França e, um pouco contrariadamente, da Jugoslávia e da Grécia só se destinavam a assegurar a retaguarda do Reich. A verdadeira guerra acabou, de facto, por ser a leste. As baixas do Exército Vermelho excederam em muito as da América e da Inglaterra (12 a 14 milhões contra à volta de 300.000 da Inglaterra e 400.000 da América). A maior parte dos judeus que morreram no Holocausto (à volta de 70 por cento) vinham da Polónia, da Ucrânia, de Bielorrússia, dos países bálticos, da Roménia, da Hungria e da Checoslováquia. E, proporcionalmente, as perdas civis seguiram quase o mesmo padrão (Bielorrússia, Polónia, Ucrânia, Rússia) e, em conjunto, chegaram na antiga URSS a perto de 20 milhões (estes números são estimativas e variam de autor para autor).
Hitler imaginava que o regime soviético, como o dos czares, cairia perante uma derrota militar. Não caiu e, a partir de 1942, a indústria de armamento transferida para o interior começou a produzir mais do que a Alemanha. Pior ainda, a sobrevivência da Inglaterra e a terceira eleição de Roosevelt envolveram a América crescentemente no conflito. Hitler resolveu antecipar o inevitável e, sem necessidade imediata, em Dezembro de 1941 tomou a iniciativa de lhe declarar guerra. Depois disso, nada o podia salvar. O terror (a perspectiva de represálias da URSS e dezenas de milhares de fuzilamentos) conseguiram aguentar a Wehrmacht em campo e a “limpeza rácica” continuou até à destruição da Alemanha. A paz, como é óbvio, deixou a Estaline a Europa central, totalmente ocupada pelo Exército Vermelho.
– Vasco Pulido Valente, no Público de Domingo
Posted by: PELF on: Agosto 28, 2009
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Só faltava que me sentasse um dia atrás do volante a fim de receber do instrutor as lições práticas que deveriam culminar no exame e na sonhada aprovação que me permitiria ingressar na ordem social cada vez mais numerosa dos automobilistas encartados. Contudo, esse dia maravilhoso nunca chegou. Não são apenas os traumas infantis que condicionam e influem a idade adulta, também os que se sofrem na adolescência podem vir a ter consequências desastrosas e, como no presente caso sucedeu, determinar de maneira radicalmente negativa a futura relação do traumatizado com algo tão quotidiano e banal como é um veículo automóvel. Tenho sólidas razões para crer que sou o deplorável resultado de um desses traumas. Mais ainda: por muito paradoxal que a afirmação vá parecer a quem das íntimas conexões entre as causas e os efeitos somente tiver ideias elementares, se nos meu verdes anos não tivesse trabalhado como serralheiro-mecânico numa oficina de automóveis, hoje, provavelmente, saberia conduzir um carro, seria um orgulhoso transportador em lugar de um humilde transportado.
Além das operações que comecei por referir, e como parte obrigatória de algumas delas, também substituía as juntas dos motores, essas finas placas forradas de folha de cobre sem as quais seria impossível evitar fugas da mistura gasosa de combustível e ar entre a cabeça do motor e o bloco dos cilindros. (Se a linguagem que estou a usar parecer ridiculamente arcaica aos entendidos em automóveis modernos, mais governados por computadores do que pela cabeça de quem os conduz, a culpa não é minha: falo do que conheci, não do que desconheço, e muita sorte que não me ponha aqui a descrever a estrutura das rodas dos carros de bois e a maneira de atrelar estes animais ao jugo. É matéria igualmente arcaica em que também tive alguma competência).
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– José Saramago, entrada completa no seu caderno.